quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Onde há fumaça há fogo – Bolsonaro procura substituto para o Ministério da Saúde


Comenta-se nos bastidores de Brasília, que o médico Marcelo Queiroga comunicou ao presidente Jair Bolsonaro que não ficará mais à frente do Ministério da Saúde. O (ainda) titular da pasta permanecerá na função até que o Planalto encontre um substituto.

Bolsonaro tentou demover o ministro, sem sucesso. Queiroga disse que o ministério está profundamente dividido em meio à crise e que não consegue impor sua autoridade. Em síntese, afirmou que não tem condições de trabalhar como supôs que seria possível. Queiroga é o quarto ministro da Saúde a pedir demissão desde o começo da pandemia.

O presidente agradeceu os serviços de Queiroga e insistiu para que ele ficasse no cargo até que o Planalto escolha um novo ministro. Também insistiu para que a saída dele permanecesse em sigilo, de modo a evitar mais desgastes políticos

 O pedido de demissão e o teor dele foram relatados, reservadamente, por duas fontes com conhecimento direto dos fatos.

É improvável que haja uma reviravolta nesse caso, avaliam essas fontes. Trata-se de uma saída amigável e consensual, de acordo com elas. Não houve fritura nem o presidente ficou contrariado com qualquer ação de Queiroga - ao contrário, o médico se queimou perante os pares ao relativizar o uso de máscaras.

Não há data firme para a troca no ministério, mas Bolsonaro, além de ainda estar em busca de um substituto, quer resolver o problema após os atos do 7 de setembro.

Apesar do Ministro Queiroga já ter vindo a público dizer que essa notícia não procede, vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.



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