Nós, seres humanos, vivemos naturalmente em busca das satisfações pessoais que possam redundar em mais felicidade a cada dia. Todavia, devemos evitar os exageros inconsequentes.
Se temos o necessário para viver, e bem, o que mais queremos? O supérfluo quase sempre significa acréscimo de aflição; o que nos sobra e não repartimos costuma nos pesar na alma.
Os que reclamam de dificuldade financeira, com o talão de cheques no bolso e pão suficiente à mesa, certamente nunca deram uma volta na periferia; por acaso já estivemos num casebre onde um simples quilo de alimento seria imensa fartura?
Quantos sofrem sem o conforto de um único analgésico em casa, e quantos pais de família desempregados conhecemos? Quantas crianças não têm acesso a um Pediatra, ou mesmo a um simples lazer?
Já olhamos para nós hoje e reparamos na perfeição dos nossos braços e pernas? Acreditemos, pois, que somente se não tivéssemos tudo o que temos é que veríamos o quanto é muito o que consideramos pouco.
Enfim, o que podem os bens acumulados e os milhões no banco diante de um simples coágulo a obstruir, de repente, uma artéria na cabeça ou no coração?
Quem sabe, nesta quarta-feira, possamos enriquecer nosso espírito, meditando um pouquinho sobre a frugalidade da vida e nos convençamos de que não desceremos ao túmulo com o que temos, mas sim, com o que somos!?!?
Um abraçaço!
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