sábado, 3 de outubro de 2026

REFLEXÃO DO DIA 03.10.26

O perdão pressupõe julgamento. E julgar é arrogar-nos um poder que não nos pertence. Nós poderíamos criar do nada uma árvore, reger uma sinfonia dos ventos, ou mesmo que por um pouquinho, tornar mais brilhante uma estrela? Está claro que não. Temos irrevogáveis limites.

Pois então, paremos de agir como se fôssemos quem não somos. Não julguemos levianamente e compreenderemos que não há nada e nem ninguém que necessite do nosso perdão resultante de falsos e/ou precipitados julgamentos.

A própria benevolência da vida encarrega-se das inevitáveis corrigendas a todos indistintamente. Nos limitemos a dar liberdade e, aí sim, viveremos na verdade. 

Refletindo um pouco mais concluiremos que há sim, um único ser humano carente do nosso perdão: nós mesmos. Somos nós que criamos nossa realidade em todas as suas formas. 

Quando compreendermos e aceitarmos que temos essa responsabilidade, nos sentiremos livres dos pesados e incômodos fardos do medo e das nossas limitações.

A partir daí, passaremos a amar tudo o que possui vida, e não aquilo ou quem julgamos digno de perdão. Saberemos, então, que sempre tivemos o perdão que buscamos, porque a vida nos permitiu que tudo fosse como quisemos, pois somos livres para fazer nossas escolhas.


Neste sábado, pensemos na magnitude do perdão pela Graça Divina aos nossos semelhantes e, principalmente, à justa  tolerância conosco mesmos.


Um abraçaço!

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